08
Mai
08

Trabalho: Desgraça de uns, alegria de outros (PARTE 1)

Estamos cansados de ouvir sobre a Lei Cidade Limpa, reportagens e reportagens dizendo que a lei tirou emprego de publicitários, de profissionais relacionados às mídias exteriores e etc. Ok, isto é verdade e ninguém duvida mas, como aqui em São Paulo nada se perde, tudo se transforma a desgraça dos desabonados profissionais da comunicação, virou a alegria de outros profissionais… é, não com o mesmo glamour mas com futuro – se a lei perdurar às próximas administrações da prefeitura. Chega de rodeios e vamos a uma profissão que nasceu da noite para o dia: Guarda Propagandas.

Como é sabido a lei proibe qualquer cartaz (fixado ou não em cavaletes) em meio ao passeio público, o porém é que o mercado imobiliário depende cronicamente dos tais cartazes fixados em cavaletes para anunciar seus novos empreendimentos na cidade. O que fazer se é proibido? Esqueçer esta mídia? Nada disto, vamos dar um jeitinho. E o jeitinho foi destacar um pessoal para tomar conta destas mídias, se o “rapa” aparecer, eles pegam o cartaz e saem correndo. É uma tarefa semelhante aos que os camelôs da XV de Novembro fazem quando a Guarda Metropolitana aparece para apreender sua mercadoria.

Imagine o cenário: Mulheres balançando bandeiras coloridas num cruzamento qualquer, distribuindo folhetos e um cavalete posicionado próximo a elas; sem esqueçer o nosso guarda propaganda, escondidinho e bem atento. Mas ainda sim não é perigoso? Claro, por isso este time só atua por completo aos fins de semana. Você sabe, a fiscalização não tem tanto ímpeto nos sábados e domingos (para não dizer ausente).

Pois é, a estratégia está dando tão certo que é possível observar algumas táticas de fuga pelos Guarda Propagandas: esconder o cavalete nas copas das árvores, enfiar entre os cavaletes desmontados da CET…

A prefeitura diz que é ilegal, condenando a ação destes anunciantes mas cá entre nós, para dar cabo de tanto jeitinho que existe na nossa cidade, deveriam criar uma nova lei: A lei conduta limpa.


0 Respostas para “Trabalho: Desgraça de uns, alegria de outros (PARTE 1)”



  1. Sem comentários ainda

Deixe uma resposta